Confissões de uma terceiranista
Alguém de 18 anos tentando sobreviver ao terceiro ano.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
domingo, 28 de agosto de 2016
TEORIA DE RESPOSTA AO ÍTEM
Hoje, como muitos de nós fazemos ao nos depararmos com o tema da redação de uma prova, passei um tempo em frente ao computador pensando no que escrever. O que o ENEM quer de nós? RESPOSTAS. Seja nas 4 áreas do conhecimento, seja na proposta de intervenção, o que eles querem de nós são simples (às vezes, não tão simples assim) respostas.
Parando pra refletir sobre isso, indaguei a mim mesma: será que eu tenho respostas? E, depois de algum tempo, aceitei que NÃO, não tenho respostas. Como passei minha vida inteira me preparando para uma "simples" prova, e não tenho as porcarias das respostas?
Acredito que o fato de não ter respostas para questões da vida seja porque não nos foi ensinado a como viver, e sim a ser pequenos robôs criados para satisfazer as necessidades de seu dono. Pode ter soado um pouco pesado, mas é a verdade. A escola nos "preparou" durante 13 anos para uma prova, e é nessa prova que deveríamos suprir suas necessidades: visibilidade pro colégio, caso passemos.
A questão é que NÃO ESTAMOS PRONTOS PARA A VIDA. Não nos ensinaram o que é imposto de renda. Não nos ensinaram como funciona a aposentadoria no país. Não nos ensinaram a função do Senado, por exemplo. E, caso perguntemos o que é cada uma dessas coisas, recebemos a resposta: "como você, com 17 anos, não sabe disso?". Com isso, frustramo-nos por não termos as respostas que eles tanto querem (ou será "nós"?), e que nos ensinaram que deveríamos ter.
A escola deveria nos ensinar que NINGUÉM tem todas as respostas. Mas isso não é possível, já que ela está cheia de "deuses" e donos da verdade.
A escola deveria nos ensinar que NINGUÉM tem todas as respostas. Mas isso não é possível, já que ela está cheia de "deuses" e donos da verdade.
"O HOMEM É O LOBO DO HOMEM"
Como todo terceiranista, eu memorizo alguns conceitos filosóficos e sociológicos, os quais são utilizáveis em vários temas de redação. Muitas vezes, lemos tantas informações sem, ao menos, refletir sobre elas. Com a frase do título não foi diferente.
Em meio ao caos do terceiro ano, me peguei refletindo sobre a frase de Hobbes. Acho que ela nunca foi tão verdadeira, como tem sido ultimamente na minha vida. Com isso, comecei a fazer algumas indagações a mim mesma.
O que é ser meu próprio "lobo"? É me auto-destruir. Enchemo-nos de tantas atividades, passamos horas a fio tentando recuperar o tempo perdido através dos estudos, fazemos milhões de cursinhos pra tentar preencher a lacuna deixada pelo colégio, TENTAMOS ABRAÇAR O MUNDO COM NOSSOS PEQUENOS BRAÇOS... Nós nos tornamos nossos lobos inconscientemente, e, até mesmo, bem intencionados. Sem perceber, acabamos nos DESTRUINDO.
Por que será que milhares de adolescentes ficam com depressão durante o 3o ano? Porque tentam mostrar ao mundo que podem se virar sozinhos, que são independentes e fortes, quando, na verdade, não são.
Não culpo apenas os próprios adolescentes (somos mais vítimas da situação do que vilões), culpo o colégio. O sistema de educação privada do país está longe de ser formador de cidadãos. Os colégios enxergam o aluno como um "cumpridor de metas", alguém que transformará um colégio simples no melhor da cidade. Ele não quer cidadãos que tenham senso crítico, nem que saibam votar, afinal, o aluno não passa de uma fonte de dinheiro.
"Se o estudante não for aprovado no vestibular, a culpa é exclusiva DELE", quando, na verdade, tem-se toda uma questão psicológica, e, até mesmo, física que é, simplesmente, ignorada pelos profissionais de ensino. A partir disso, os alunos começam o processo de "auto-destruição" para atender às expectativas de tudo e todos. E, devido a toda essa pressão, hoje, eu enxergo que "O homem é o lobo do homem".
Assinar:
Comentários (Atom)